SAMARRA HILLS

Conceptualize

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

3 anos de Samarra Hills


Hoje, dia 16 de Novembro, o projecto Samarra Hills completa 3 anos de existência. Durante este ano (2012), a equipa do SH.blogspot tem tido dificuldade em manter uma linha de publicações consistente. Isto deve-se a um ano agitado num país cada vez mais agitado; Alguns de nós voltaram à faculdade e isso fez com que grande parte da nossa atenção fosse depositada no complexo processo de (re)habituação às exigências académicas. Porém, ultrapassada essa primeira fase de choque e cheios de vontade de produzir para este projecto que tanto estimamos, voltamos hoje, no aniversário deste blog, às publicações.
Para comemorar os 3 anos de Samarra Hills construímos uma foto-exposição com 10 fotografias por nós conseguidas ao longo deste período de tempo,
que ficaram de fora de várias foto-exposições anteriores, e que considerámos interessantes do ponto de vista estético

Ei-las






sexta-feira, 10 de agosto de 2012

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Curiosity

“In our time, we have sifted the sands of Mars, we have established a presence there, and we have fulfilled a century of dreams!”- Carl Sagan.

E, de facto, hoje cumpre-se mais um sonho com a aterragem da sonda Curiosity em solo marciano, marcando um novo momento para a história da Exploração Espacial e da Humanidade.

Foi no final de Novembro do ano passado, a partir do Cabo Canaveral, na Florida, que a NASA enviou o projecto mais caro e sofisticado até à data rumo ao planeta vermelho. A viagem teve a duração de oito meses tendo como destino específico a cratera Gale, perto do equador de Marte. Este local revelou-se importante no estudo da história natural marciana devido à presença de estratos geológicos que são indicadores de uma passada e abundante presença de água no planeta.

A Curiosity tem como principais objectivos determinar se Marte alguma vez sustentou vida, estudar o clima e a geologia do planeta e ajudar a planear uma futura missão humana a Marte. Assim sendo, ao contrário das suas antecessoras, Spirit e Opportunity, esta é a primeira sonda enviada a Marte com uma missão relacionada com a busca de vida desde o programa Viking, nos anos 1970 – que obteve resultados inconclusivos. Contudo a Curiosity não irá directamente à procura de vida , mas sim de compostos orgânicos que corroborem a ideia de que poderão ter existido condições ideais para o desenvolvimento de vida no planeta. Para que esses objectivos sejam cumpridos, a Curiosity leva consigo vários instrumentos científicos inovadores e de alta tecnologia que esperamos nos trazerem resultados conclusivos e, posteriormente, quando analisados, nos possam desvendar mais um pouco do passado do planeta Marte e até projectar um futuro para ele. Mas quaisquer que sejam os resultados obtidos nesta missão, estes representam um enorme passo para uma melhor compreensão do que existe para lá da nossa casa, a Terra, e com certeza um enorme passo para nós, Humanidade.

Para terminar, creio terem baptizado esta sonda com o melhor nome (Curiosity), lembrando assim uma das melhores características inerentes ao ser humano, a curiosidade, que nos leva a arriscar e alargar horizontes, que nos leva a evoluir como espécie. Abre-se assim o caminho para uma nova era de conhecimento e reafirma-se cada vez mais a demanda Humana para a “conquista” de Marte e do Universo.

terça-feira, 17 de julho de 2012

New Horizons


The search for a new horizon is an animal and natural process. It's built in us for practical reasons. We, animals, probe our surrounding Universe for food and for water, for protection and reproduction, for opportunities to thrive.
We Humans still search for new possibilities and advantages but we do something more. We can extract pleasure from the discovery. The prospect of reaching some distant shore, a distant land, or even a dim and remote moon in some remote star system, can really fill our hearts. Our curiosity soars and take us to new places. It guides me through some hill's ridge on Earth as it guided Humanity out of our blue spherical home. We have searched for a new horizon in our planet's horizons and now we rush to new ones lying on the Moon, on Mars, on Titan or Europa.
Curiosity and exploration can lead us to reach better things, new things. Our instinct call us to explore and we must attend that call.

Explore!

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Distanciamento estelar


As estrelas, brilhantes corpos em combustão que se revelam nos céus nocturnos sob a forma de pequenos pontos de luz, distantes. Representam para nós a melhor demonstração a "olho nu" da imensidão e abundância da fábrica Cósmica. É ciente do seu gigante distanciamento que eu, à noite, na bonanza de um céu desimpedido, quando olho para o campo celeste não me limito a observar uma abóbada coberta de pontos luminosos, mas faço sim um pequeno exercício de abstracção, de afastamento da massa terrestre e lenta aproximação de uma qualquer estrela situada a vários anos-luz. E neste meu acto imaginário de "zoom-out" contento-me na perspectiva do vazio espacial, solto das noções de cima e baixo, esquerda e direita, frente e trás; observar "360º" de inúmeros outros mundos, tão significantes como o meu, possíveis portadores de vida (inteligente até).
Revela-se um enorme prazer ser capaz de tal abstracção, sair da atmosfera humana quotidiana e reparar em tudo o que há para lá deste pálido ponto azul, toda uma realidade tão interessante e diferente. É um exercício que convido todos a experimentar.



domingo, 25 de março de 2012

Representação: Trabalho de Actor

Quando vemos um actor em cena sabemos que este assume ali (em palco) outra identidade, uma personalidade diferente da sua na vida real: gestualidade, verbalização, aparência (a estética), mentalidade, princípios/ideais, vivência... O que possibilita então ao actor encarnar um indivíduo parcial ou totalmente diferente de si nos vários aspectos que definem uma personalidade, e ainda assim fazer o espectador acreditar durante os momentos decorrentes da representação de que ele é esse indivíduo?

O mais simples e imediato aspecto no processo de personificação é a caracterização exterior do actor: a indumentária, a maquilhagem, e em segundo plano até o próprio cenário pode ser um indicador da época e do "habitat" da personagem, mas estes não são directamente da responsabilidade do actor, ele apenas conjuga a representação com estes elementos... Creio pois que os factores que melhor credibilizam a personagem são os mesmos que melhor credibilizam uma pessoa real: acções/comportamentos/atitudes baseadas nas experiências de vida, ideologias, maneiras de pensar e meio social envolvente; simplificando, a personagem é mais credível quanto mais estruturada e completa for a sua vida passada. Porque todos procedemos no dia-a-dia influenciados por variadíssimos factores que foram estando presentes na nossa vida, então na representação (cujo método é a imitação) é preciso criar, ainda que apenas mentalmente, um histórico que justifique todas as acções e atitudes praticadas pela personagem no decorrer do espectáculo.
Tal técnica não só trará realismo à representação como ajudará o actor a fundir-se melhor com a personagem, possibilitando até improvisações perfeitamente adaptadas à realidade da personagem e da cena. No entanto, requer um treino por parte do actor de diversas capacidades, sendo o poder de observação da realidade talvez a mais importante, por permitir captar as particularidades de cada vivência, de reacções face a diversas situações, de comportamentos e mentalidades de diferentes faixas sociais e etárias.


Deixo só por último uma referência ao livro "A preparação do Actor", pelo teórico do teatro Constantin Stanislavski, no qual satisfatoriamente encontrei a semelhança destas ideias que já antes havia desenvolvido autonomamente.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Love...

...May fill the entire Universe

domingo, 22 de janeiro de 2012

Foto-Exposição - Ocidente

Ontem a equipa do SH.blogspot.com juntou-se numa nova expedição. Voltámos às costas contíguas ao Cabo da Roca, desta vez com uma maior atenção aos pormenores deste local magnífico. Partimos ao meio-dia da Praia Grande e rumámos a Sul, além do promontório da Roca, até ao Forte do Espinhaço, que atingimos ao pôr do Sol.
Neste dia fantástico e repleto de luz solar, conseguimos desfrutar imenso das maravilhas sensoriais das praias, falésias e bosques desta região e, também, compor uma estimulante foto-exposição a partir a nossa experienciação.
Ei-la:


Fotos por Paulo Cruz

domingo, 15 de janeiro de 2012

Arte: Objectos Artísticos

No recente artigo  entitulado "Experiência Estética" esta define-se como "uma espécie de êxtase sensacional que ocorre em reacção a um estímulo físico, uma descarga de prazer em resposta a algo que estimule profundamente os nossos sentidos"; no artigo seguinte, entitulado "Arte?", conclui-se que "Arte é tudo aquilo que é construído com o desígnio de criar uma experiência estética"; a partir destes dois conceitos surge uma questão: pode qualquer objecto criado ser considerado Arte?


Quando falamos em "experiência estética" estamos a entrar no campo da subjectividade, algo que nos é quase indescodificável. Um individuo pode sentir um forte estímulo sensorial com um determinado objecto que noutro individuo nada desperte. Assim, partindo da definição de Arte acima citada, o conceito terá de ser tão abrangente quanto os diferentes objectos capazes de estimular (mesmo que levemente) os sentidos.

Dou um exemplo que pode parecer exagerado, mas válido: um caixote do lixo, daqueles verdes que se encontram normalmente presos aos candeeiros urbanos. Tem uma volumetria específica, tem curvas suaves, que podem ser consideradas meramente funcionais, mas ainda assim é uma forma escolhida em detrimento de outra, o que mostra (alguma) consideração pela estética e pela "aceitação" visual do objecto. E porquê o verde e não qualquer outra cor? De uma vastíssima palete de cores, o criador do objecto perferiu o verde, com a vontade (nem que inconsciente) de criar uma experiência estética, ainda que mínima. O mesmo se passa na escolha de cores dos sinais de trânsito, em que se escolhe x e não y cor para simbolizar um determinado tipo de ordem.

Quando acima exploro a inclusão de objectos quotidianos (design) no campo da Arte, é possível surgir consequentemente a frustação de se estar a comparar os estímulos que tais objectos provocam com os provocados por uma pintura de Da Vinci ou uma escultura de Rodin... E é aceitável, pois estão a ser incluídos no mesmo grupo apesar de terem características tão dispares. Mas é por isso mesmo que se deve então estabeler diferentes classificações dentro da Arte, separar os vários objectos denomináveis de "artísticos", com base no esforço, na técnica, na destreza, na criatividade, nos recursos e na ideia em si que deram origem ao objecto artístico.
Seja qual for a definição de Arte não nos podemos esquecer que é um campo do domínio da subjectividade, e o que estimula uns não estimulará certamente outros.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Foto-Exposição - Praia da Ursa

No local onde tudo assume a posição mais ocidental do continente europeu, a Praia da Ursa também quase se assume como tal. No entanto, fá-lo de forma bestial. A Norte e a Sul do Cabo da Roca existem outras enseadas, ainda mais a ocidente. Ou não são de areia, ou só o são na maré baixa, ou não são acessíveis ao ser humano desarmado. Acessível, com esforço, resta-nos a Praia da Ursa, assim a mais ocidental praia permanente, de areia, acessível de forma não letal. Tantas condições que, não fazem mais do que corroborar a sua situação como a última das praias, à humilde escala humana, num sítio onde as proporções são mais próprias de gigantes.

As fotos que se seguem são parte do resultado de uma das experiências mais ingratas de tentar captar percepções visuais vividas por esta equipa. Os estímulos causados pelas depressões com vertentes densamente vegetadas que serpenteiam até à enseada, os esporões graníticos colmatados por sedimentos calcários furados pelas linhas de água e a riqueza biológica são apenas alguns dos pontos que se pretendem transmitir, além da sensação de incrível e desafiadora pequenez que sentimos desde o topo das falésias ao areal.


Fotos de Carlos Duarte e Paulo Cruz